Mais um ano chegando, é hora de pensar no que passou, nas metas alcançadas, fazer o balanço do que foi 2011 e traçar as expectativas para o tal 2012 (melhor se preparar, vai que o mundo não acaba de verdade...).
Ano novo significa que é hora de inovar, então vamos, de novo, aumentar as expectativas, os sonhos, o número de sorrisos, usar novas cores para colorir nossas histórias, cometer novos erros!
O meu balanço de 2011 foi extremamente positivo (até então, já que ano ainda está nos suspiros finais) e eu posso dizer que foi um dos melhores anos que eu tive, porque realizei muitos sonhos, dei uma renovada geral na vida e, ao mesmo tempo, nunca me senti tão desprotegida. Para agradecer por tudo o que aconteceu, quero entrar em 2012 com a maior paz no coração (por incrível que pareça, eu tenho um, mas uso de vez em quando para não correr o risco de estragar, née?! rs) possível, com a filosofia da tirinha da Mafalda, ou seja, quero ser uma pessoa melhor para o ano que está para começar!
É impossível controlar tudo o que vai acontecer ou ter um ano só com alegrias e conquistas, a gente nunca vê os dias ruins em um álbum de fotografia, mas são eles que nos levam a tantos outros dias felizes!
Portanto... Bora acreditar nas escolhas, nos sentimentos, nas pessoas, nos sonhos, no que faz, no sorriso, nos riscos que nos deixam desprotegidos... Bora entrar em 2012 com os dois pés juntos!
Um mega feliz natal e um ano novo surpreendente, recheado de brilho, inovação e paz interior!
domingo, 1 de janeiro de 2012
domingo, 22 de maio de 2011
As tentativas que sempre me levam para você...
Eu procurei manter distância, afastar qualquer lembrança, tentei fugir, correr para longe de tudo o que me faz voltar para você... Eu queria que esse magnetismo fosse embora. Por algum motivo irracional, utilizei todos os métodos ineficazes já conhecidos... Sabotei todos os planos e fiz tudo o que, no fundo, eu sabia que não surtiria efeito algum.
Resolvi recomeçar e ir aos poucos, sem saber exatamente aonde chegar ou quanto tempo poderia demorar. Eu decidi traçar todas as coisas que eu não gosto em você...
Eu não gosto da sua mudança aparente de personalidade, nem da maneira com você dirigi o seu carro, também como você segura o cigarro. Não gosto do seu olho quando ele fica vermelho, muito menos da maneira como você conquista a todos sem muito esforço.
E, surpreendentemente, há coisas que eu não gosto, mas há tantas outras que eu odeio...
Odeio quando você fuma um cigarro atrás do outro e a sua fraqueza. Também a maneira como você leva a sua vida, jogando seus sonhos fora, desacreditando da sua capacidade. Odeio quando se permite sofrer por algo que não vale mais a pena, que você sabe, mas prefere não saber.
É... Eu odeio quando você é grosseiro, quando me abraça ou coloca a mão na minha nuca e faz carinho... Odeio a maneira que você me diverte com piadas bestas, que eu me obrigo a não dar risada... Odeio quando coloca a mão na minha cintura e faz com que todo o resto não tenha importância, quando os nossos olhos se cruzam e eu fico envergonhada. O cheiro do seu perfume, o seu cabelo e o seu sorriso que faz com que eu fique sem chão.
Odeio o domínio que você tem sobre mim, quando ficamos sozinhos e sinto um clima mais pesado e de como eu posso ficar ao seu lado por um tempo absurdo sem dizer nada, apenas tendo você lá... Odeio quando sua pele toca a minha, lembrar o gosto do seu beijo, da sua ternura e como você me puxou para perto... E como cada momento fica gravado na minha mente para demonstrar o quão especial você é e suprir todos “eu não gosto”, gerando admiração e um carinho imensurável.
Sinto-me perdida perto de você e isso é o que mais me aborrece, porque longe eu não tenho a menor probabilidade de me encontrar.
Mas há um caminho novo esperando por mim e quando eu decidir seguir em frente, um novo sol estará esperando para brilhar e iluminar o meu caminho, e se o tal destino estiver pronto para me levar de volta para você, eu estarei pronta para o que ele reservar.
Resolvi recomeçar e ir aos poucos, sem saber exatamente aonde chegar ou quanto tempo poderia demorar. Eu decidi traçar todas as coisas que eu não gosto em você...
Eu não gosto da sua mudança aparente de personalidade, nem da maneira com você dirigi o seu carro, também como você segura o cigarro. Não gosto do seu olho quando ele fica vermelho, muito menos da maneira como você conquista a todos sem muito esforço.
E, surpreendentemente, há coisas que eu não gosto, mas há tantas outras que eu odeio...
Odeio quando você fuma um cigarro atrás do outro e a sua fraqueza. Também a maneira como você leva a sua vida, jogando seus sonhos fora, desacreditando da sua capacidade. Odeio quando se permite sofrer por algo que não vale mais a pena, que você sabe, mas prefere não saber.
É... Eu odeio quando você é grosseiro, quando me abraça ou coloca a mão na minha nuca e faz carinho... Odeio a maneira que você me diverte com piadas bestas, que eu me obrigo a não dar risada... Odeio quando coloca a mão na minha cintura e faz com que todo o resto não tenha importância, quando os nossos olhos se cruzam e eu fico envergonhada. O cheiro do seu perfume, o seu cabelo e o seu sorriso que faz com que eu fique sem chão.
Odeio o domínio que você tem sobre mim, quando ficamos sozinhos e sinto um clima mais pesado e de como eu posso ficar ao seu lado por um tempo absurdo sem dizer nada, apenas tendo você lá... Odeio quando sua pele toca a minha, lembrar o gosto do seu beijo, da sua ternura e como você me puxou para perto... E como cada momento fica gravado na minha mente para demonstrar o quão especial você é e suprir todos “eu não gosto”, gerando admiração e um carinho imensurável.
Sinto-me perdida perto de você e isso é o que mais me aborrece, porque longe eu não tenho a menor probabilidade de me encontrar.
Mas há um caminho novo esperando por mim e quando eu decidir seguir em frente, um novo sol estará esperando para brilhar e iluminar o meu caminho, e se o tal destino estiver pronto para me levar de volta para você, eu estarei pronta para o que ele reservar.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Adeus ano véio...
Para registar a mensagem de final de ano que todos gostaram...
Estamos quase na hora de estufar o peito e falar bem alto: ANO NOVO, VIDA NOVA!
É... Chegou a hora das famosas promessas que não passam de uma semana e quando passam já podemos dizer que o objetivo inicial foi totalmente alcançado... Eu até pensei em não fazer nenhuma esse ano, mas que graça tem um começo de ano sem as promessas de sempre?! NENHUMA! To até pensando que o que traz sorte não são as ondas puladas, nem a bunda que você mostrou para a Lua, e sim fazer promessas.
Apesar de ter sido um ano complicado, com vários momentos tristes, valeu a pena. Dizem que a vida nem sempre é como queremos, mas é exatamente como deve ser, então é hora de olhar para trás e acreditar.
Já que um novo ano está para começar, refaçam os planos, aumentem os objetivos, sonhem, sorriam... Um começo de ano não muda o que está acontecendo, mas se é o momento certo para você acreditar que pode ir mais além, aproveite, esse é o momento certo.
Amigos novos, amigos “velhos”... Todos tiveram uma participação e tantos momentos só foram especiais porque vocês estavam presentes, muito obrigada! Àqueles que sempre estão lá, sem que eu precise chamar, só posso dizer que “you got a piece of me and, honestly, my life would suck without you!” Obrigada pela amizade, compreensão, carinho, paciência e sorrisos...
Em 2011 não se esqueça: “viva a tua maneira, não perca a estribeira, saiba do teu valor e amanheça brilhando mais forte”
Ah, não percam mais um ano da versão mexicana de “Malhação”: Corinthians e a Libertadores, afinal de contas, o sonho continua!
“Na madrugada de 14 de abril de 1912, naufragava o Titanic. Deixava o mundo para dar lugar a um novo titã, forjado com o dom da eternidade. Em verdade, este é um gigante amorfo, uma essência mística que se cristaliza em onze mágicas camisas brancas, que pararam guerras para o mundo inebriar. Esta essência, uma paixão cega e inexplicável, resiste ao tempo e aos malogros, calcada nas lágrimas do sofrimento e das alegrias de seus seguidores. Esse gigante, essência ou paixão, ao qual uns chamam de ‘loucura’, outros ‘sonho’, eu prefiro chamar apenas: SANTOS FUTEBOL CLUBE.” Marcelo Poço Reis
Eu gosto mesmo é de ano impar, então aguardo ansiosamente por 2011! Bora boraaaaaaaaaaa!
Mais uma coisinha: vamos todos pedir para que os curintia deixe a minha pessoa em paz durante 2011, né?! Passou da hora de trocar o alvo... Hahahahahahahahaha!
Aproveitem sem moderação!
Super beijinhos...
Daniela Fonseca.
Estamos quase na hora de estufar o peito e falar bem alto: ANO NOVO, VIDA NOVA!
É... Chegou a hora das famosas promessas que não passam de uma semana e quando passam já podemos dizer que o objetivo inicial foi totalmente alcançado... Eu até pensei em não fazer nenhuma esse ano, mas que graça tem um começo de ano sem as promessas de sempre?! NENHUMA! To até pensando que o que traz sorte não são as ondas puladas, nem a bunda que você mostrou para a Lua, e sim fazer promessas.
Apesar de ter sido um ano complicado, com vários momentos tristes, valeu a pena. Dizem que a vida nem sempre é como queremos, mas é exatamente como deve ser, então é hora de olhar para trás e acreditar.
Já que um novo ano está para começar, refaçam os planos, aumentem os objetivos, sonhem, sorriam... Um começo de ano não muda o que está acontecendo, mas se é o momento certo para você acreditar que pode ir mais além, aproveite, esse é o momento certo.
Amigos novos, amigos “velhos”... Todos tiveram uma participação e tantos momentos só foram especiais porque vocês estavam presentes, muito obrigada! Àqueles que sempre estão lá, sem que eu precise chamar, só posso dizer que “you got a piece of me and, honestly, my life would suck without you!” Obrigada pela amizade, compreensão, carinho, paciência e sorrisos...
Em 2011 não se esqueça: “viva a tua maneira, não perca a estribeira, saiba do teu valor e amanheça brilhando mais forte”
Ah, não percam mais um ano da versão mexicana de “Malhação”: Corinthians e a Libertadores, afinal de contas, o sonho continua!
“Na madrugada de 14 de abril de 1912, naufragava o Titanic. Deixava o mundo para dar lugar a um novo titã, forjado com o dom da eternidade. Em verdade, este é um gigante amorfo, uma essência mística que se cristaliza em onze mágicas camisas brancas, que pararam guerras para o mundo inebriar. Esta essência, uma paixão cega e inexplicável, resiste ao tempo e aos malogros, calcada nas lágrimas do sofrimento e das alegrias de seus seguidores. Esse gigante, essência ou paixão, ao qual uns chamam de ‘loucura’, outros ‘sonho’, eu prefiro chamar apenas: SANTOS FUTEBOL CLUBE.” Marcelo Poço Reis
Eu gosto mesmo é de ano impar, então aguardo ansiosamente por 2011! Bora boraaaaaaaaaaa!
Mais uma coisinha: vamos todos pedir para que os curintia deixe a minha pessoa em paz durante 2011, né?! Passou da hora de trocar o alvo... Hahahahahahahahaha!
Aproveitem sem moderação!
Super beijinhos...
Daniela Fonseca.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Quando os melhores não são tão melhores...
Assumir o outro lado da situação pode ser um tanto quanto perigoso, algumas dúvidas ficam soltas, tais como querer saber se você pode se tornar imune, se há caminho para voltar ou se é reconfortante... Para alguns pode parecer ser algo extremamente bom, para outros nem tanto. A verdade é que eu nunca imagine que um dia pudesse assumir o outro lado, o que deve ser o motivo da sensação esmagadora no peito e fazer com que tente voltar ao início, mas com tamanha prontidão, minha mente reprisa diversos momentos em câmeras lentas, alguns em preto e branco, outros com uma exatidão de cores que chega a enjoar. A curta metragem é o que desvia o aperto no peito e a vontade de voltar, para dar espaço à outra sensação, o cansaço.
Tudo o que eu queria fazer era... Estar lá... Eu acreditei de todas as formas, mantive estendida a minha mão a cada instante e depois de um tempo nada parecia ser como antes, mas eu continuei, eu afastei todos os sinais que diziam para eu não me importar.
Não há o sentimento negativo de arrependimento, mas sim de vazio... Vazio pelas horas que precisava de uma mão para segurar, um silêncio para confortar, um olhar que demonstrasse que acreditava, eu só queria que alguém estivesse lá para eu não precisar mexer na ferida que nunca cicatrizou para ter a certeza de que eu não estava sozinha.
Dizem que algumas pessoas simplesmente não se importam, que não devemos dar com a intenção de receber algo em troca, talvez seja isso mesmo, ou, talvez, você deva estar lá por quem, realmente, demonstrar acreditar na força dos elos invisíveis que unem as pessoas.
Eu acredito na saudade mencionada, o “eu te amo” pronunciado, na tentativa de manter um elo, porque apesar das minhas decisões, nada do que foi cultivado mudou, eu ainda sinto falta, acredito nas amizades, mas escolho a liberdade. Eu abro mão do ambíguo, da busca incansável de fazer com que as palavras façam jus a um sentimento. Fecho os olhos e assisto a curta metragem das cenas projetadas pela minha mente, respiro aliviada, porque, ao invés de buscar a musicalidade das palavras, eu sempre estive lá.
“(…)
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me 'cause I'd already know
(…)”
O carinho permanece e o sentimento imaculado por um futuro mais conhecido como "sempre".
Tudo o que eu queria fazer era... Estar lá... Eu acreditei de todas as formas, mantive estendida a minha mão a cada instante e depois de um tempo nada parecia ser como antes, mas eu continuei, eu afastei todos os sinais que diziam para eu não me importar.
Não há o sentimento negativo de arrependimento, mas sim de vazio... Vazio pelas horas que precisava de uma mão para segurar, um silêncio para confortar, um olhar que demonstrasse que acreditava, eu só queria que alguém estivesse lá para eu não precisar mexer na ferida que nunca cicatrizou para ter a certeza de que eu não estava sozinha.
Dizem que algumas pessoas simplesmente não se importam, que não devemos dar com a intenção de receber algo em troca, talvez seja isso mesmo, ou, talvez, você deva estar lá por quem, realmente, demonstrar acreditar na força dos elos invisíveis que unem as pessoas.
Eu acredito na saudade mencionada, o “eu te amo” pronunciado, na tentativa de manter um elo, porque apesar das minhas decisões, nada do que foi cultivado mudou, eu ainda sinto falta, acredito nas amizades, mas escolho a liberdade. Eu abro mão do ambíguo, da busca incansável de fazer com que as palavras façam jus a um sentimento. Fecho os olhos e assisto a curta metragem das cenas projetadas pela minha mente, respiro aliviada, porque, ao invés de buscar a musicalidade das palavras, eu sempre estive lá.
“(…)
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me 'cause I'd already know
(…)”
O carinho permanece e o sentimento imaculado por um futuro mais conhecido como "sempre".
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Assustadiço
Fugir sempre me pareceu um caminho fácil demais e ao mesmo tempo uma espécie de detrimento, apesar dessa repugnância, podemos assim dizer, venho fugindo, buscando meios para manter minha mente ocupada e assim expelir qualquer possibilidade de desvendar o mistério que acerca tudo isso desde o princípio. Como permanecer no caminho fácil nunca trouxe grandes motivações, essa é a hora de lutar e organizar o que sempre esteve fragmentado.
Todos sempre comentavam e, confesso, em algumas vezes eu cheguei a cogitar tal possibilidade, era como, sim, um mundo surreal, mas que trazia boas notas. Junto com esse sentimento estranho e confuso, tempos depois surgia a senhora consciência e declarava o fim de tais pensamentos impróprios e ilusórios. Cheguei a reviver esses momentos de transtornos constantes, sempre acompanhados por um repentino cunho consciente e a idéia desaparecia. Talvez, eu buscasse um método de mascarar toda essa história que me apavorava e, ao mesmo tempo, abraçava-me. Seria ótimo de tantas diferentes formas, mas nada fazia muito sentido, frases ditas por terceiros, ausência do sentimento (ou seria de conhecimento?), tudo muito utópico. Concordei com a voz que dizia que algumas coisas não precisam ser entendidas e sim guardadas para momentos oportunos e assim o fiz.
Eis que surge um ano inacreditável, daqueles que acontecem para marcar, tudo conspira para sua vida caminhar de um jeito bom, inesquecível... Festas, amizades (recentes, antigas, não importa), baladas e um juízo não tão bem controlado (talvez). Um ano é apenas um ano, então chega uma hora que algo acontece para marcar e essa marca aconteceu no final do ano, perdurando-se até meados do ano seguinte, quando surgem novos acontecimentos, mas, dessa vez, doloridos, carregados de medo, insegurança e lágrimas incessantes... Forças vindas de lugares desconhecidos dentro de você, que te impulsiona a não desistir e acreditar, força de outras pessoas... Em suma, um final feliz em meio a tanto desespero e descrença. Se o ano anterior havia sido repleto de insanidade, esse seria o ano da superação.
Como não poderia ser diferente, mais um ano... Depois a tantos problemas, um ano feliz para ser vivido da melhor forma possível. Por que não aproveitar as oportunidades de reviver momentos desse ano insano que passou para deixar de lado algumas marcas do ano de superação? Era tão certo e tão incorreto ao mesmo tempo, eu só precisava tentar.
Passei a viver em um mundo ilusório, supostamente feliz (enquanto, na verdade, era um mundo infectado por ilusões não tão boas - conclusão óbvia agora), empurrando-me para acreditar que tudo aquilo bastava, que era realmente o que eu precisava naquele exato momento, mas nesse mundo surrealista tudo pode acontecer e... Bem, aconteceu, apesar do encanto não ter sido quebrado por completo, ali seria o marco de algo novo, uma espécie de liberdade sobre esse falso contentamento. Seria a divisão do que parecia certo e da imagem ilusória do que eu precisava dar prosseguimento, ocasionando confusão. Sim, não poderia ser diferente, apesar da constante confusão instaurada, preferi continuar com o surreal, porque ele é tão mais simples...
Em meio a tanta luta para tentar entender, captar a essência de tudo o que poderia ser, após anos e anos, hoje eu sei, sei que fiz a coisa errada e não só em optar pelo mundo ilusório, mas por camuflar todos esses anos tudo o que eu poderia ter entendido antes, se eu ao menos quisesse, se tivesse ouvido as vozes, prestado atenção aos sinais, impingindo-me ao que estava ali o tempo todo e eu, bom, só queria fugir, deixar para depois, negar...
Não sei se há um percurso certo para caminhar, retornos, ou se as estradas se cruzam em algum outro momento para que seja o percorrido o trajeto que agora parece ser o correto, nem sei se tudo isso faz algum sentido agora ou se fez desde o começo... Tudo novo (ou um velho ignorado?) e inusitado (quem poderia afirmar?), ao mesmo tempo em que parece ser tão inapropriado (estranhamente adequado?). Aparenta ser uma mistura sem ordem, desorientada, quem sabe um momento dissimulado.
Em meio a tantas tentativas frustradas, trajetos incógnitos, quem sabe não há algum tipo de prazer doloroso nesse enleio sentimental ou entrelinhas não desvendadas. Enquanto há lacunas não preenchidas, eu prefiro esperar a tal hora certa, se ela realmente um dia chegar, será com você que vou estar, porque agora é o que parece se encaixar.
Todos sempre comentavam e, confesso, em algumas vezes eu cheguei a cogitar tal possibilidade, era como, sim, um mundo surreal, mas que trazia boas notas. Junto com esse sentimento estranho e confuso, tempos depois surgia a senhora consciência e declarava o fim de tais pensamentos impróprios e ilusórios. Cheguei a reviver esses momentos de transtornos constantes, sempre acompanhados por um repentino cunho consciente e a idéia desaparecia. Talvez, eu buscasse um método de mascarar toda essa história que me apavorava e, ao mesmo tempo, abraçava-me. Seria ótimo de tantas diferentes formas, mas nada fazia muito sentido, frases ditas por terceiros, ausência do sentimento (ou seria de conhecimento?), tudo muito utópico. Concordei com a voz que dizia que algumas coisas não precisam ser entendidas e sim guardadas para momentos oportunos e assim o fiz.
Eis que surge um ano inacreditável, daqueles que acontecem para marcar, tudo conspira para sua vida caminhar de um jeito bom, inesquecível... Festas, amizades (recentes, antigas, não importa), baladas e um juízo não tão bem controlado (talvez). Um ano é apenas um ano, então chega uma hora que algo acontece para marcar e essa marca aconteceu no final do ano, perdurando-se até meados do ano seguinte, quando surgem novos acontecimentos, mas, dessa vez, doloridos, carregados de medo, insegurança e lágrimas incessantes... Forças vindas de lugares desconhecidos dentro de você, que te impulsiona a não desistir e acreditar, força de outras pessoas... Em suma, um final feliz em meio a tanto desespero e descrença. Se o ano anterior havia sido repleto de insanidade, esse seria o ano da superação.
Como não poderia ser diferente, mais um ano... Depois a tantos problemas, um ano feliz para ser vivido da melhor forma possível. Por que não aproveitar as oportunidades de reviver momentos desse ano insano que passou para deixar de lado algumas marcas do ano de superação? Era tão certo e tão incorreto ao mesmo tempo, eu só precisava tentar.
Passei a viver em um mundo ilusório, supostamente feliz (enquanto, na verdade, era um mundo infectado por ilusões não tão boas - conclusão óbvia agora), empurrando-me para acreditar que tudo aquilo bastava, que era realmente o que eu precisava naquele exato momento, mas nesse mundo surrealista tudo pode acontecer e... Bem, aconteceu, apesar do encanto não ter sido quebrado por completo, ali seria o marco de algo novo, uma espécie de liberdade sobre esse falso contentamento. Seria a divisão do que parecia certo e da imagem ilusória do que eu precisava dar prosseguimento, ocasionando confusão. Sim, não poderia ser diferente, apesar da constante confusão instaurada, preferi continuar com o surreal, porque ele é tão mais simples...
Em meio a tanta luta para tentar entender, captar a essência de tudo o que poderia ser, após anos e anos, hoje eu sei, sei que fiz a coisa errada e não só em optar pelo mundo ilusório, mas por camuflar todos esses anos tudo o que eu poderia ter entendido antes, se eu ao menos quisesse, se tivesse ouvido as vozes, prestado atenção aos sinais, impingindo-me ao que estava ali o tempo todo e eu, bom, só queria fugir, deixar para depois, negar...
Não sei se há um percurso certo para caminhar, retornos, ou se as estradas se cruzam em algum outro momento para que seja o percorrido o trajeto que agora parece ser o correto, nem sei se tudo isso faz algum sentido agora ou se fez desde o começo... Tudo novo (ou um velho ignorado?) e inusitado (quem poderia afirmar?), ao mesmo tempo em que parece ser tão inapropriado (estranhamente adequado?). Aparenta ser uma mistura sem ordem, desorientada, quem sabe um momento dissimulado.
Em meio a tantas tentativas frustradas, trajetos incógnitos, quem sabe não há algum tipo de prazer doloroso nesse enleio sentimental ou entrelinhas não desvendadas. Enquanto há lacunas não preenchidas, eu prefiro esperar a tal hora certa, se ela realmente um dia chegar, será com você que vou estar, porque agora é o que parece se encaixar.
terça-feira, 22 de junho de 2010
E você?
Sabe quando um texto parece que revela cada parte dos seus pensamentos sobre um tema?!
"Eu sou um sonhador. Acima de tudo, um sonhador. Todas as vezes que fui feliz na vida, foi quando eu me permiti sonhar, delirar, inventar as coisas. Sonhar com um mundo melhor, com um país melhor... Imaginar como vai ser quando tudo for diferente, quando eu tiver conseguido realizar meus sonhos. Me imagino dando entrevista, explicando, contando como tudo aconteceu. O sonho, ele te empolga. Você começa a acreditar naquilo, te dá uma coragem, uma força. Agora, toda vez que eu tentei me adequar à realidade, eu fui extremamente infeliz, sabe. Você começa a pensar nas dificuldades, em tudo que pode dar errado... É a sabedoria dos medíocres. A segurança, o bom senso. Você não pode ousar, tentar fazer diferente. Quando você depende do reconhecimento alheio é uma merda, porque você não pode simplesmente existir, a sociedade é que tem que dizer que você merece existir e ser feliz! E é nisso aí que os medíocres dominam, porque eles são a maioria. Então, isso aqui virou o Império da Mediocridade. Bom é ser igual! Bom é ser ruim! É por isso que rapidamente o sujeito tem que ser capaz de desenvolver um certo cinismo pra poder sobreviver. O cinismo é como uma vacina. Na vacina, a pessoa é infectada por um vírus inócuo pra desenvolver a imunidade contra o vírus de verdade. O cinismo é assim: você fica meio acanalhado pra poder não adoecer no contato com a canalhice. O sujeito chega aos 30 anos e já é um amargurado, pelo simples fato de ser brasileiro. Porque ele vive numa realidade que é antibiótica, massacrante."
Gustavo Acioli
"Eu sou um sonhador. Acima de tudo, um sonhador. Todas as vezes que fui feliz na vida, foi quando eu me permiti sonhar, delirar, inventar as coisas. Sonhar com um mundo melhor, com um país melhor... Imaginar como vai ser quando tudo for diferente, quando eu tiver conseguido realizar meus sonhos. Me imagino dando entrevista, explicando, contando como tudo aconteceu. O sonho, ele te empolga. Você começa a acreditar naquilo, te dá uma coragem, uma força. Agora, toda vez que eu tentei me adequar à realidade, eu fui extremamente infeliz, sabe. Você começa a pensar nas dificuldades, em tudo que pode dar errado... É a sabedoria dos medíocres. A segurança, o bom senso. Você não pode ousar, tentar fazer diferente. Quando você depende do reconhecimento alheio é uma merda, porque você não pode simplesmente existir, a sociedade é que tem que dizer que você merece existir e ser feliz! E é nisso aí que os medíocres dominam, porque eles são a maioria. Então, isso aqui virou o Império da Mediocridade. Bom é ser igual! Bom é ser ruim! É por isso que rapidamente o sujeito tem que ser capaz de desenvolver um certo cinismo pra poder sobreviver. O cinismo é como uma vacina. Na vacina, a pessoa é infectada por um vírus inócuo pra desenvolver a imunidade contra o vírus de verdade. O cinismo é assim: você fica meio acanalhado pra poder não adoecer no contato com a canalhice. O sujeito chega aos 30 anos e já é um amargurado, pelo simples fato de ser brasileiro. Porque ele vive numa realidade que é antibiótica, massacrante."
Gustavo Acioli
sábado, 22 de maio de 2010
Clarice Lispector... Mais uma vez!
“Eu sei que sou bem ordinária, sei que sou a pior; nunca pensei que uma pessoa, um homem, fosse diferente; mas como me sinto mal, como estou calcinada, como me parece estranho tudo o que me parecia familiar. Estou tão enjoada de mim e dos outros.”
“Me sinto como uma pessoa que, se não fizer alguma coisa que a reabilite, se afoga. (…) O resto é sensibilidade ferida, é insatisfação, é absoluta insegurança quanto ao futuro, é incompreensão do presente, é indecisão quanto aos próprios sentimentos. Estou ficando cínica e sem pudor.”
“Me sinto como uma pessoa que, se não fizer alguma coisa que a reabilite, se afoga. (…) O resto é sensibilidade ferida, é insatisfação, é absoluta insegurança quanto ao futuro, é incompreensão do presente, é indecisão quanto aos próprios sentimentos. Estou ficando cínica e sem pudor.”
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